O Que É Insuficiência Do Colo Uterino – Um Relato Verdadeiro!

O post de hoje é super especial.

É o depoimento de uma seguidora do GD, a Viviane Garcia, que teve insuficiência do colo uterino e perdeu um bebê por conta dessa insuficiência, mas não desistiu do sonho de ser mãe e decidiu compartilhar conosco sua história para poder alertar muitas mulheres sobre esse assunto.

Antes vamos entender o que é exatamente o colo do útero

O colo do útero é a parte do útero que faz ligação com a vagina, uma espécie de “gargalo”. Quando a mulher não está grávida, o canal cervical tem um buraquinho, pelo qual passam o fluxo menstrual e o esperma. Durante a gravidez, forma-se um “tampão” de muco e secreção para fechar essa abertura, protegendo o útero de infecções.

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Numa gravidez normal, o colo do útero permanece firme, comprido e fechado até as últimas semanas, quando começa a amolecer, afinar (“esvaecer”, no termo técnico, ou “apagar”) e dilatar (abrir), preparando-se para dar passagem ao bebê no parto vaginal.

O que significa ter insuficiência istmo-cervical ou insuficiência do colo uterino?

Ter insuficiência (ou incompetência) istmo-cervical quer dizer que seu colo do útero é mais fraco que o normal, ou que sempre foi mais curto, e que tende a dilatar e afinar sem que haja contrações, só pelo peso do bebê. O grande problema é que a dilatação pode acontecer rápido demais e o bebê nascer muito antes do tempo, ainda no segundo trimestre, quando ainda não tem condições de sobreviver fora da barriga, com menos de 20-22 semanas. É o chamado aborto espontâneo tardio.

Ou então o parto pode acontecer já no terceiro trimestre, mas o bebê ainda é muito prematuro (com menos de 32 semanas de gravidez), o que pode causar problemas à saúde dele.

*Fonte: http://brasil.babycenter.com

RELATO DA VIVIANE

“Depois do que aconteceu comigo (perdi me bebê), graças a minha fé não me traumatizei, muito menos desisti de ser mãe, hoje entendo o que Deus quis me ensinar com o ocorrido. Desde então quero poder alertar sobre um problema chamado insuficiência Istmo Cervical do Colo Uterino, um problema silencioso, sem sintomas e que a mulher só descobre quando está grávida.

Tenho 24 anos e sempre sonhei em ser mãe, sempre fez parte dos meus planos, mas ainda não havia brotado aquela vontade verdadeira, tinha me formado na faculdade há pouco tempo, estava com independência financeira e aproveitando a vida com meu namorado, hoje meu marido, quando engravidei em junho de 2015 já estávamos juntos há 5 anos e planejávamos o noivado para setembro daquele mesmo ano.

Por problemas de saúde, tive que parar com o anticoncepcional e como para quem tem um relacionamento estável é difícil usar preservativos e etc, foi previsível e no segundo mês sem a pílula engravidei, acho que foi só o tempo do meu organismo entender que eu não estava mais usando a pílula que aconteceu.

Como eu já sabia que tínhamos vacilado, eu já estava prevendo que poderia estar grávida, então estava observando meu corpo, nos primeiros sintomas, menstruação atrasada, fiz o teste e pronto, estava grávida. Desespero, choro, medo, mas NUNCA tive raiva ou vontade de abortar, pelo contrário, logo só tive muito amor e felicidade.

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Adiantamos o casamento, montamos apartamento, correria. Trabalhando o dia todo, nas horas vagas organizando o casamento, o apartamento, vendo coisas para o bebê que, com 12 semanas, descobrimos que era menino, então tudo aconteceu, tiramos férias, viajamos, descansamos e a partir dali era só pensar no Bebê, Pedro.

Estava indo tudo normal, não sentia praticamente nada durante a gestação, com 23 semanas fui fazer um ultrassom de rotina e o meu médico pedia a medida do colo do útero em todos os ultrassons, e ao fazer esta medida, a médica que estava realizando o exame me disse que meu colo estava muito aberto e que eu deveria sair dali e procurar de imediato o meu médico pois estava com risco de parto prematuro, o colo que deveria medir no mínimo 2,5 cm estava com 1,3 cm. Porém continuamos com o exame e fizemos o ultrassom pra ver o bebê e estava tudo bem com ele,  e meu marido já começou a chorar na sala de exame, mas eu não, eu não me toquei de verdade do que estava acontecendo, sai dali, encontrei meu médico e ele me explicou o que estava acontecendo, que eu teria que fazer uma cirurgia de emergência no dia seguinte, a cerclagem, que é o ato de costurar o colo pra que ele não se abra mais.

Ele me explicou que era um procedimento de emergência e que tinha bastante chance de não dar certo, meu mundo caiu, desabei, chorei, mas mesmo assim nunca perdi a esperança, tinha certeza que ia dar certo! Em casa pesquisei sobre o problema e vi que era raro, que não tem remédio, que só se descobre quando está grávida e realmente só a cerclagem pode solucionar e de fato eu tinha feito muito tardiamente, deveria ser feita até a 14a semana, mas mesmo assim me preparei, rezei muito e fui para a cirurgia.

Tomei anestesia hack e sedativo e me lembro de acordar no fim da cirurgia e meu médico me dizendo que tinha dado certo mas que no momento da cirurgia meu colo estava com 0,5 cm eu estava em processo de aborto, que o bebê já estava se encaminhando para a vagina para sair, processo de parto de fato.

E a partir dali seria gestação de alto risco, eu teria que ficar até o 9° mês deitada, só levantar para ir ao banheiro e até banho sentada, voltei pra casa e fiquei em repouso, de manhã, primeiro dia após a cerclagem, levantei para ir ao banheiro e senti a bolsa estourando e o liquido descendo, desespero, ali eu pensei que já era, meu filho ia nascer e não ia sobreviver, com 23 semanas, 580g ele não ia aguentar. Mas o trabalho de parto não evoluiu e partir dali eu ficaria internada, imóvel para que completasse pelo menos 28 semanas e faríamos o parto, no mínimo 1 mês e meio internada.

Foram passando os dias, muitos exames e medicamentos e eu sempre me sentindo bem.  No dia 06/12/2015 acordei estranha, muito molenga, tonta, vomitando, pressão muito baixa.

As horas foram passando e fui melhorando, no fim da tarde o enfermeiro veio ver os batimentos do bebe e estava tudo normal, 10 min depois comecei a ter contrações fortíssimas, de 3 em 3 minutos logo de começo, corremos para o ultrassom e o bebe não tinha mais batimentos.

Fiz o parto normal, com ajuda de ocitocina, meu bebê tinha 1kg e já estava perfeito, só faltava mesmo crescer e engordar mais.

Então eu não tenho problemas para engravidar, porém sempre que estiver grávida terei que fazer cerclagem, com 12 semanas logo depois de fazer o ultrassom morfológico e atestar que não há má formação com o bebê, será sempre uma gestação de risco e repleta de cuidados, mas tenho fé que dará certo.”

Olha Viviane, não tenho palavras para agradecer por compartilhar a sua história conosco. Me emocionei demais ao ler o seu relato, mas me orgulhei também por sentir em você tanta fé e tanta esperança.

Com certeza esse post dará um novo ânimo às muitas tentantes por aí, assim como eu.

Se passou por dificuldades na gestação, assim como a Viviane, deixe o seu depoimento nos comentários. 

Até o próximo post!

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About The Author

Gizelle Cavalcante

Co-Fundadora da Carmel Digital em Fortaleza - Ceará, fundadora (e redatora) do Blog Diz Aí Gi, esposa do Luciano, mãe do Elvis (um Maltês super fofo) e querendo um filho para amar!

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4 Comments

  • Nat

    Reply Reply junho 5, 2016

    Também perdi com 20 semanas por incompetência. Depois ainda tirei metade do colo que já era incompetente. Procurem saber da CERCLAGEM POR LAPAROSCOPIA. Realizada ANTES da gravidez, com risco quase zero de perder. MUITOS médicos não conhecem. Na internet não se acha praticamente nada sobre isso. Procedimento raro, apenas em medicinas super avançadas existe essa conscientização. É, nada mais, do que dá um nó com fita cardíaca lá em cima do colo, vi abdominal, por laparoscopia, na parte interna do colo (e ñ embaixo, na parte externa do colo, como na cerclagem normal, via vaginal). Não se pode ter parto normal nunca mais, pois o nó é eterno. Continua menstruando normal, o esperma entra normal, faz-se exames normalmente, como histeroscopia. Já engravidei de novo e deu tudo certo.

    • Gizelle Cavalcante

      Reply Reply junho 6, 2016

      Que super dicaaaaaa….realmente, informações assim ainda não são divulgadas e, por conta disso, não temos noção das opções que podem evitar um aborto… Obrigada por compartilhar!

  • morgana

    Reply Reply setembro 22, 2016

    Estou nesse exato momento deitada em uma cama de hospital, com 5,5 meses, acabei de descobrir minha gravidez, pois meu bebê esta com as perninhas para fora do útero, estou desesperada, não quero perde-lo, fui descuidada com minha saúde e agora eu e meu bebê estamos pagando o pato, ninguém me diz o sexo do meu filho, porque ele vai morrer, ninguém me da esperanças, mas eu não me importo, vou lutar até o fim pelo meu filho.

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