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GravidezArquivo

terça-feira

18

julho 2017

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Mulher é presa ao tentar abortar no 8º mês de gravidez

Escrito por , Postado emGravidez, Notícias

Goiânia – Uma mulher de 34 anos foi presa pela Polícia Civil de Morrinhos, a 131 quilômetros de Goiânia, acusada de tentativa de aborto.

A mulher estava na 32ª semana de gestação, ou seja, no oitavo mês de gravidez.

A mulher procurou uma unidade de saúde de Morrinhos no sábado, 15, com fortes dores abdominais.

Os médicos então encontraram no canal vaginal da paciente comprimidos utilizados para abortar.

A mulher confessou que comprou os medicamentos clandestinamente em Goiânia, ao pagar R$ 200. A Polícia Civil vai investigar quem vendeu os abortivos para a gestante.

Ela mesma teria introduzido os comprimidos. Também disse que não imaginava que a gestação já estivesse tão avançada.

A equipe médica que atendeu a paciente no Hospital Municipal de Morrinhos conseguiu realizar o parto, e a recém-nascida, com 1,5 kg, foi encaminhada para o Hospital Materno-Infantil de Goiânia, onde permanece internada em estado regular.

A mulher foi autuada em flagrante, pagou fiança e foi solta para responder em liberdade.

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segunda-feira

10

julho 2017

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Iberia elimina exigência de teste de gravidez a candidatas

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A companhia aérea espanhola Iberia anunciou, nesta segunda-feira (10), que deixará de exigir testes de gravidez das candidatas a uma vaga na empresa, após ser condenada a pagar uma multa de 25.000 euros imposta pelo Ministério do Trabalho e pelo governo regional de Baleares por discriminação.

Em um comunicado, a Iberia disse que “deixará de incluir teste de gravidez no reconhecimento médico prévio à contratação” e afirmou que “nunca deixou de contratar uma mulher pelo fato de estar grávida”.

A empresa alega que os testes eram realizados “apenas para garantir que (as grávidas) não corressem risco”, seguindo os “protocolos muito rigorosos” de proteção da Iberia “para não lhes sejam designadas tarefas que possam pôr sua saúde em risco, assim como a do feto”.

Em junho, o governo regional do arquipélago mediterrâneo de Baleares ratificou uma sanção de 25.000 euros imposta à Iberia pela Inspetoria do Trabalho, um organismo de supervisão e controle da respectiva pasta.

A companhia ainda pode recorrer da sentença, disse à AFP um porta-voz do governo de Baleares.

“A maternidade não pode ser, sob qualquer justificativa, um obstáculo para o acesso a um posto de trabalho”, declarou em entrevista coletiva nesta segunda-feira a ministra espanhola da Saúde, Dolors Montserrat, manifestando seu “repúdio máximo” à prática da Iberia.

Conforme a empresa, das seis mulheres grávidas que se candidataram a uma vaga no ano passado, “todas foram contratadas, exceto uma”, que não passou em outro exame.

A empresa assegura ter políticas favoráveis às mulheres, como a garantia de realocação, se a funcionária que trabalha em um posto de risco ficar grávida, além da possibilidade de redução da jornada para que possa cuidar dos filhos pequenos.

Do total de 16 mil empregados, 46% são mulheres. No caso de comissários de bordo, esse percentual chega a 71%, acrescenta a Iberia.

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sexta-feira

7

julho 2017

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Rapaz faz teste de gravidez por brincadeira e dá positivo

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Fortaleza – Era para ser apenas uma brincadeira, quando o cearense José Gerardo Soares Filho, de 18 anos, estudante de enfermagem, resolveu fazer um teste de gravidez e o resultado, surpreendentemente, deu positivo. Foi em janeiro deste ano, durante uma aula.

Ao mostrar o exame em casa, Lígia Bezerra, a mãe, achou que o resultado fosse da namorada do rapaz. Mas não. A alteração hormonal, que deu um falso positivo de gravidez, era decorrente de um câncer raro: TGC (tumor de células germinativas, coriocarcinoma), localizado no mediastino (região torácica).

De acordo com estudo de pesquisadores do Hospital do Câncer A.C. Camargo, os coriocarcinomas primários de mediastino são, em sua forma pura, os mais raros tumores de células germinativas do mediastino.

Afetam homens jovens (de 15 a 35 anos de idade) e raramente mulheres. Geralmente não são muito grandes. Um dos sintomas é justamente a b-HCG sérica muito elevada – o mesmo hormônio, cuja dosagem sanguínea é amplamente utilizada como teste de gravidez.

Gerardo foi, então, submetido a sessões de quimioterapia no hospital Peter Pan, em Fortaleza. No início de junho, apesar de uma melhora clínica, os indicadores apresentados pelos exames não apontavam recuperação significativa para a cura.

Recentemente, familiares e amigos começaram uma campanha de arrecadação para que ele possa se submeter a uma cirurgia no Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo.

O objetivo é juntar R$ 200 mil que cobririam os custos totais para o tratamento. Até esta sexta-feira, o site da campanha Todos pelo Gerardo havia contabilizado R$ 18.256,81.

A cirurgia consiste em ressecar a lesão primária, um tumor localizado no mediastino, e alguns nódulos pulmonares.

O orçamento apenas para o procedimento cirúrgico é R$ 98 mil, valor que não contempla a assistência médica, medicações, exames complementares e eventuais complicações durante o internamento hospitalar, além de passagens aéreas, inclusive para reavaliações médicas futuras.

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terça-feira

27

junho 2017

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Serena Williams diz ainda estar surpresa com gravidez

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Los Angeles – A tenista Serena Williams foi pega totalmente de surpresa ao saber que estava grávida e fez seis testes caseiros antes de finalmente acreditar que estava esperando um filho, segundo entrevista da estrela do tênis à revista Vanity Fair.

Serena, que posou nua para a capa de agosto da publicação, contou que ainda está se acostumando com a ideia de ser mãe, e disse que planeja voltar às quadras em janeiro.

Capa da Vanity Fair com a tenista Serena Williams, dia 27/06/2017

Capa da Vanity Fair com a tenista Serena Williams, dia 27/06/2017 (Vanity Fair/Reuters)

“Nem parece real. Não sei por que. Vou ter um bebê?”, disse Serena, de 35 anos, na entrevista divulgada nesta terça-feira.

A tenista número um do mundo, entrevistada em maio, quando estava com seis meses de gravidez, disse não ter feito preparativos.

“Não sei o que fazer com um bebê… não fiz nada no quarto do bebê”.

Serena, que está noiva do cofundador da Reddit Alexis Ohanian, confirmou em abril que estava esperando um filho depois de publicar no Snapchat, e depois apagar, uma foto de si mesma de maiô com a legenda “20 semanas”.

Serena disse que irá tirar uma licença-maternidade pelo resto de 2017.

Serena disse à Vanity Fair que descobriu estar grávida cerca de uma semana depois de conquistar seu 23º título de simples de Grand Slam no Aberto da Austrália, em janeiro.

A tenista contou que estava se sentindo fora de jogo, mas que imaginou se tratar de um problema hormonal. Um amigo sugeriu que ela fizesse um teste de gravidez e, quando ele deu positivo, “caí para trás e me coração parou. Assim, literalmente, parou”.

Serena fez mais cinco testes caseiros e mais tarde mostrou todos a Ohanian, que ficou igualmente chocado. A atleta não falou em datas, mas disse que espera voltar ao circuito em janeiro, acrescentando: “Não acho que minha história já acabou”.

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sexta-feira

23

junho 2017

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Risco de microcefalia no Brasil não acabou, alerta pesquisador

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Brasília – Um estudo publicado pela revista The Lancet faz um retrato sobre as duas ondas de nascimentos de bebês com síndrome congênita de zika no Brasil, ocorridas em 2015 e 2016 e constata: há ainda muito a ser descoberto sobre as diferentes formas de comportamento e manifestações clínicas da doença.

“As dúvidas são inúmeras. Será que, a exemplo da febre amarela, o aumento de casos de zika e consequentemente da síndrome congênita provocada pelo vírus ocorrerá em ciclos sazonais? Se sim, qual seria o intervalo, de três, quatro, cinco anos?”, questiona o coordenador do trabalho, o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz Wanderson de Oliveira, em entrevista.

A partir da análise dos dados reunidos no Sistema de Notificação de Doenças do Ministério da Saúde, Oliveira fez uma estimativa sobre quantos casos prováveis de zika ocorreram entre 2015 e 2016 no país: 1.673.272, dos quais 41.473 entre gestantes.

Nesse período, 1.950 nascimentos de bebês com microcefalia relacionada à infecção foram confirmados.

“Do total, 70% ocorreram no Nordeste, logo depois da primeira onda de zika”, observa o pesquisador.

Na ocasião, foram identificados na região 49,9 casos a cada 10 mil nascidos vivos – uma taxa 24 vezes maior do que a média histórica brasileira.

O estudo indica que uma segunda onda de casos de zika entre gestantes foi identificada entre novembro de 2015 e agosto de 2016.

Tal fenômeno, no entanto, não se refletiu em um aumento de bebês nascidos com a síndrome provocada pelo vírus.

“Mesmo considerando os casos ainda sem confirmação, a região Nordeste apresentava um aumento pouco acima da média histórica de casos.”

A tendência se repetiu no restante do país. Na segunda onda de nascimento de bebês com a síndrome, ocorrida no período entre setembro de 2015 e setembro de 2016, a ocorrência de registros foi significativamente menor.

No entanto, observa-se que a região Centro-Oeste apresentou a taxa mais elevada, de 14,5 casos a cada 10 mil nascidos vivos.

Esse resultado demonstra a ocorrência de uma segunda onda de casos de Síndrome Congênita em 2016, mas com magnitude muito inferior ao observado no final de 2015.

O pesquisador relata uma série de hipóteses que justificariam uma redução tão significativa da intensidade da segunda onda.

Na primeira epidemia de zika no país, não havia ainda suspeita das consequências do vírus para o feto e, por isso, não havia prevenção adequada.

“Diante da comoção provocada pelos primeiros casos, que vieram numa intensidade muito relevante, gestantes seguiramos cuidados que passaram então a ser recomendados”, avalia.

Diante do medo da época, muitas mulheres preferiram adiar a gestação. Além disso, os cuidados de combate ao vetor da doença, o mosquito Aedes aegypti, foram intensificados por autoridades públicas.

“Ainda é cedo para sabermos ao certo o que ocorreu, qual foi o peso de cada fator”, reconhece Oliveira.

Ele acrescenta, no entanto que, embora os números hoje sejam muito menores, casos novos de nascimento de bebês com a síndrome congênita continuam a ser registrados.

O temor do cientista é o de que esses casos, ocorrendo de forma mais esparsa, acabem passando despercebidos também por autoridades sanitárias.

“Sistemas de vigilância precisam estar muito atentos para não baixar a guarda e, sobretudo, para identificar o menor sinal de recrudescimento da doença”, completa.

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quinta-feira

22

junho 2017

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SP convoca gestantes para se vacinarem contra gripe até sexta

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A Secretaria de Saúde do estado de São Paulo está convocando as gestantes para se vacinarem contra a gripe até a próxima sexta-feira (23).

Este é o grupo prioritário que teve menor adesão à campanha de vacinação, atingindo somente 59,4% das grávidas, com 278.732 doses aplicadas. Segundo a secretaria, a imunização precisa alcançar mais 200 mil gestantes.

O alerta do órgão para a vacinação de crianças (bebês a partir dos seis meses e crianças menores de 5 anos) também está mantido, por se tratar do segundo grupo com menor cobertura vacinal, com 67,2%.

A cobertura vacinal dos demais grupos já atingiu ou está próxima da meta. Entre as puérperas (mulheres que tiveram filhos nos últimos 45 dias) e idosos, a cobertura foi de 90,5%.

Além desses grupos, a campanha deste ano incluiu a imunização de indígenas, profissionais de saúde que trabalham em serviços públicos e privados, professores das redes pública e privada, policiais civis e militares, bombeiros e profissionais que atuam na Defesa Civil, Correios, Poupatempo, Ministério Público Estadual (MPE), Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e Defensoria Pública.

Desde o dia 12 de junho, a vacinação também foi ampliada para as pessoas com idade entre 55 e 59 anos. Além de imunizar a população contra a gripe A H1N1, as doses protegem contra os vírus H3N2 e B.

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quarta-feira

21

junho 2017

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Câmara aprova prorrogação de bolsa a estudantes que derem à luz

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Projeto de lei (PL 3.012/15) que permite a prorrogação dos prazos de vigência das bolsas de estudo concedidas por agências de fomento à pesquisa nos casos de maternidade e adoção foi aprovado hoje (20) pela Câmara.

A prorrogação da bolsa será por um período de 120 dias e se destina a estudantes que derem à luz ou adotarem crianças ou obtiverem a guarda judicial de crianças para fins de adoção. O texto segue para a apreciação do Senado Federal.

De autoria da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), o projeto beneficia as bolsistas de mestrado, doutorado, alunas de graduação sanduíche (universitário faz parte do curso fora do país), pós-doutorado ou estágio sênior que tenham bolsa de estudo com duração mínima de 12 meses, concedidas pelas agências de fomento para a formação de recursos humanos.

A bolsista terá direito a prorrogação do prazo se comprovado o afastamento temporário em virtude de parto, adoção ou obtenção da guarda judicial.

O texto estabelece que se os cônjuges forem bolsistas, a prorrogação da licença por 120 dias será apenas para um deles.

De acordo com o projeto aprovado pelos deputados, se ocorrer a morte de um dos cônjuges durante o período da bolsa, o outro bolsista poderá usufruir do período que ainda falta para concluir a prorrogação.

Na justificativa da matéria, a autora Alice Portugal alega que “como não é possível conceder às estudantes bolsistas licença maternidade por meio da Previdência Social, pois o sistema exige contribuição individual, a solução encontrada por uma das agências de fomento foi a prorrogação da bolsa de estudo”.

Ainda segundo a deputada, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), por meio de portaria, prevê a possibilidade de extensão da bolsa de estudos por quatro meses, se comprovado o afastamento temporário em virtude de parto durante a vigência da bolsa.

“Proponho institucionalizar em lei federal, estendendo-o a todas as agências de fomento, oferecendo mais proteção às pós-graduandas em caso de gravidez e parto. Creio que é medida justa e mais do que pertinente para salvaguardar os direitos das mulheres bolsistas da pós-graduação brasileira”, disse.

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domingo

18

junho 2017

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Beyoncé é mãe de gêmeos, segundo imprensa americana

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A diva pop Beyoncé e seu marido, o rapper Jay-Z, tiveram gêmeos, segundo informações da imprensa americana sobre os dois novos membros da família, que já contava com a pequena Blue Ivy, de 5 anos.

A revista US Weekly cita várias fontes não identificadas segundo as quais os gêmeos, cujo sexo e nome ainda são desconhecidos, teriam nascido esta semana.

O canal especializado em celebridades E! disse que o casal foi visto em um hospital da área de Los Angeles na quinta-feira.

As especulações aumentaram quando uma mulher não identificada foi vista levando flores rosas e azuis com um cartão com as iniciais “B + J”.

Além das flores, havia dois balões com as inscrições “Baby Girl” e “Baby Boy”.

Um porta-voz da superestrela da música pop, contato pela AFP, não quis fazer comentários.

Beyoncé, 35 anos, anunciou em fevereiro que estava grávida, provocando a excitação de seus fãs.

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sexta-feira

9

junho 2017

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Grávidas são privadas de direitos em presídios, segundo Fiocruz

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Uma em cada três mulheres grávidas em presídios do país foram obrigadas a usar algemas na internação para o parto e mais da metade teve menos consultas de pré-natal do que o recomendado.

Os dados fazem parte de um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) sobre o perfil da população feminina encarcerada que vive com os filhos em unidades prisionais femininas no país.

O acesso à assistência pré-natal foi inadequado para 36% das mães.

Durante o período de hospitalização, 15% afirmaram ter sofrido algum tipo de violência, seja ela verbal, psicológica ou física.

Ainda segundo a pesquisa, 32% das grávidas presas não fizeram teste de sífilis e 4,6% das crianças nasceram com sífilis congênita.

De acordo com uma das coordenadoras da pesquisa e integrante da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, Maria do Carmo Leal, as condições da atenção à gestação e ao parto para a mães encarceradas no Sistema Único de Saúde são piores que as dadas às mães não encarceradas.

“O estudo mostrou também que havia diferença na avaliação da atenção recebida durante a internação para o parto segundo a condição social delas. Foi menor a satisfação para as pobres e as de cor de pele preta ou parda”.

A pesquisa deu origem ao documentário “Nascer nas prisões”, dirigido por Bia Fioretti, que ainda será lançado pela Fiocruz.

No filme, mães encarceradas contam que seu maior medo é que os bebês sejam mandados para um abrigo, já que na maioria dos presídios a criança só pode permanecer até completar 1 ano.

Na maioria dos estados brasileiros, a mulher grávida é transferida, no terceiro trimestre de gestação, da prisão de origem para unidades prisionais que abriguem mães com filhos, geralmente localizadas nas capitais e regiões metropolitanas.

O parto é feito em hospital público e elas retornam para a unidade prisional com o recém-nascido.

Após o sexto mês, geralmente as crianças são entregues aos familiares.

Na ausência destes, vão para abrigos e a mãe retorna à prisão de origem.

Foram ouvidas 241 mães, sendo que 45% delas têm menos de 25 anos, 57% são de cor parda e 53% têm menos de oito anos de estudo.

Mães encarceradas

A pesquisa revela que 83% das presas têm pelo menos um filho e 31% delas são chefes de família. A população carcerária feminina cresceu 118% entre 2005 e 2014 no Brasil, segundo dados do Ministério da Justiça.

No Brasil, os principais motivos que levam as mulheres à prisão são crimes relacionados ao tráfico de drogas (68%) e contra o patrimônio (9%), como estelionato e roubo. Somente 7% das presas haviam cometido homicídio ou latrocínio.

Impactos sociais

A advogada Luciana Dimas avalia que os impactos do afastamento dos filhos em relação à mãe encarcerada são nocivos não apenas para as crianças, mas também para a sociedade como um todo.

“É extremamente injusta essa consequência produzida para os filhos dessas mulheres, não apenas os que estão na prisão, como também os que estão fora da prisão, que são excluídos, estão em processo de extrema vulnerabilidade social”, diz.

Uma das soluções para resolver esse problema seria soltar as presas provisórias com filhos, já que a maior parte delas cometeu crimes considerados de baixa periculosidade.

É o que defende a assistente social Marilene da Silva João, que trabalha com esse público.

“A maioria delas são presas provisórias e muitas vezes acabam indo embora, então por que não soltá-las? O Estado sai ganhando, a sociedade sai ganhando”, opinou.

Ainda que não sejam soltas, é necessário que a sociedade repense o que fazer em relação às mães presas, de modo a humanizar as relações, na opinião da dentista Aline Cabral, que integra o Núcleo de Saúde da Secretaria da Justiça e Cidadania do Ceará.

“A população em geral prefere que o preso morra, fique apodrecendo na cadeia, mas esquece que o preso só está passando um tempo ali. Daqui a pouco vai estar em liberdade e resta a nós escolher se queremos que ele volte melhor ou pior”, afirmou Aline.

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sexta-feira

9

junho 2017

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Pequenas doses de álcool na gestação mudam o rosto do bebê

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“Dizem que colocaram álcool no bocal sem querer quando ele era embrião.”

Esse comentário exótico, dito em tom de fofoca, costuma estar fresco na memória de quem leu Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley.

A obra se passa em uma sociedade futurista distópica, em que todos os bebês são gerados em úteros artificiais numa típica linha de produção de fábrica.

Para garantir o equilíbrio social, só uma pequena parcela deles pode ser 100% saudável e inteligente.

Os demais, que na vida adulta serão destinados a profissões com atividades braçais e repetitivas, recebem álcool em seu líquido amniótico – no romance, a substância retarda o desenvolvimento do cérebro e causa problemas congênitos calculados.

Bernard, o personagem principal, é um dos seletos seres humanos 100% capazes, mas seu rosto carrega sinais de um erro na usina de produção de crianças: provavelmente uma gota de álcool desnecessária caiu em seu “útero”, o que mudou levemente seus traços.

Uma pesquisa publicada ontem no periódico JAMA Pediatrics revela que o escritor britânico acertou em cheio a parte científica, ainda que sem querer: consumir pequenas doses de álcool durante a gestação não é suficiente para causar má-formações realmente graves nos bebês – mas pode mudar um pouquinho o formato dos lábios superiores, do nariz e dos olhos do feto.

Já se sabe pelo menos desde 1973 que crianças que são expostas a grandes doses de álcool durante a gravidez estão sujeitas a problemas no desenvolvimento físico e mental – eles são chamados pela medicina de “desordens do espectro alcoólico fetal”, e são preocupantes em vários países: na África do Sul, por exemplo, até 9% das futuras mães bebem o suficiente para causar problemas para seus filhos.

Mas a medicina não tinha certeza de que esses efeitos eram graduais.

Em outras palavras, ninguém sabia se um simples gole de álcool geraria modificações proporcionalmente pequenas no feto, ou se a bebida só começa a “fazer efeito” em doses mais altas.

Para tirar a prova, um grupo de pesquisadores liderados pela pediatra australiana Jane Halliday acompanhou a gestação de 1570 mulheres, 27% das quais consumiram pelo menos um pouco de álcool ao longo dos nove meses.

Depois, quando os bebês já tinham um ano de idade, 415 deles foram fotografados por câmeras montadas em diversos ângulos.

Um programa de computador criou modelos tridimensionais a partir das imagens, que foram levados para análise. 

O resultado? Até mães que tomaram apenas um ou dois goles em uma única ocasião causaram leves mudanças nas feições de seus filhos, como um nariz um pouco mais curto e empinado.

Essas alterações, em geral, são imperceptíveis a olho nu, e só foram descobertas pelo algoritmo.

“Os resultados apontam que há alguns efeitos, mesmo que bem sutis”, afirmou Halliday à New Scientist. “Talvez eles não sejam duradouros, pois o rosto de uma criança muda muito nos dois primeiros anos de vida.”

É bom reforçar que essas alterações são puramente estéticas – nada mudou no desenvolvimento mental e corporal dos bebês.

A pesquisa é o primeiro passo para entender porque certos fetos são imunes à intoxicação por bebida. Os mecanismos pelos quais o álcool afeta as crianças são pouco conhecidos.

Não há um limite seguro de consumo nem uma maneira confiável de imunizá-las.

Apesar disso, Halliday pediu calma a mulheres que beberam algumas doses sem querer nos primeiros meses de gestação – quando ainda não sabiam que estavam grávidas:

“Até esse estágio da pesquisa, não levantamos nenhum problema digno de preocupação.”

O método de análise 3D, no futuro, será muito útil para diagnosticar casos mais leves das desordens, principalmente quando não há informações confiáveis sobre o consumo de álcool na gestação da criança examinada.

Este conteúdo foi publicado originalmente no site da Superinteressante.

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