Gravidadicas.com.br

Tudo o que você precisa e deve saber antes, durante e depois da gestação você encontra aqui.

GravidezArquivo

quinta-feira

9

novembro 2017

0

Comentários

Comissão aprova PEC que impossibilita aborto; faltam destaques

Escrito por , Postado emGravidez, Notícias

Brasília – A Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 8, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe em risco as formas de aborto previstas atualmente pelo Código Penal.

Tão logo os votos necessários foram alcançados, a votação do texto principal foi interrompida e integrantes da comissão que atuam contra todas as formas de interrupção da gravidez comemoraram e cercaram a mesa de votação para uma sessão de fotos.

Enquanto isso, a deputada Erika Kokay (PT-DF), contrária ao projeto, discursava: “Aqui se aplaude a morte de muitas mulheres vítimas de violência”, dizia. O desfecho ocorreu depois de tensa sessão, iniciada às 11h e interrompida no meio da tarde.

Originalmente, a PEC tratava da extensão da licença maternidade para a trabalhadora que tiver bebê prematuro. Pela proposta, a licença à gestante com duração de 120 dias pode ser estendida, sem prejuízo de emprego e salário, à quantidade de dias que o recém-nascido ficar internado, não podendo ultrapassar os 240 dias.

Sob influência da bancada evangélica, o relatório final do deputado Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP) incluiu uma mudança no artigo primeiro da Constituição – que versa sobre os princípios fundamentais – enfatizando no texto “a dignidade da pessoa humana desde a sua concepção”. “Cabe-nos observar que, se protegemos, de forma justíssima, aquele que já vivia e prematuramente deixou a proteção materna, concedendo uma ampliação da licença maternidade à sua genitora, não podemos deixar de explicitar, ainda mais, a sua proteção no âmbito uterino, desde o seu início, isto é, desde a concepção”, pregou o relator.

Depois da aprovação do texto principal, a sessão foi novamente interrompida. Agora, será preciso votar os destaques, dentre os quais um que retorna o texto original da proposta e suprime o trecho do aborto. O deputado Jorge Solla (PT-BA), embora favorável à aprovação da supressão, admite que dificilmente o texto voltará à proposta original. “Somente se houvesse uma mudança da relação de forças da comissão”, disse.

Arquivado em:BRASIL

quinta-feira

9

novembro 2017

0

Comentários

CFM amplia legislação sobre barriga de aluguel

Escrito por , Postado emFamília, Gravidez, Notícias

Brasília – O Conselho Federal de Medicina (CFM) ampliou a possibilidade de cessão temporária de útero, conhecida como “barriga de aluguel”.

A partir de agora, mulheres que não puderem levar a gravidez adiante poderão recorrer a sobrinhas ou a filhas para a gestação por substituição. A regra atual permitia a cessão temporária de útero apenas de mãe, avó, irmã, tia e prima da paciente.

A mudança faz parte da resolução atualizada da Reprodução Assistida, que deverá ser publicada na sexta-feira, dia 10, no Diário Oficial da União (DOU). A nova regra torna mais clara e amplia as possibilidades do uso de técnicas de reprodução assistida.

Pessoas solteiras, por exemplo, também passam a ter direito a recorrer à “barriga de aluguel”. Além disso, passa a ser prevista na resolução uma estratégia que na prática já era vista nos consultórios: pessoas sem problemas reprodutivos poderão recorrer ao congelamento de gametas, embriões e tecidos germinativos.

“Isso atende ao novo contexto social. Hoje, mais de 30% das mulheres decidem planejar a gravidez depois dos 30 anos, quando as chances de engravidar começam a se reduzir”, afirmou o coordenador da Comissão para revisão da resolução de Reprodução Assistida, José Hiran da Silva Gallo. A estratégia do congelamento também é adotada por pacientes que vão passar por tratamentos que trazem o risco de infertilidade.

O texto reduz ainda o tempo necessário para que embriões sejam descartados de 5 para 3 anos. O prazo vale tanto para os casos da vontade expressa dos pacientes quanto nos casos de abandono. “Há um custo envolvido nessa manutenção. Além disso, muitos casais, depois de ter um filho, acabavam abandonando embriões ou gametas nas clínicas”, disse Gallo. Com a mudança, a resolução do CFM passa a ter o mesmo prazo para o descarte previsto pela Lei de Biossegurança.

A resolução do CFM sobre reprodução assistida é revista periodicamente. O texto atualmente em vigor é de 2015. Gallo acredita que a nova versão também torna mais clara as regras para gestação compartilhada, usada geralmente nos casos de casais homossexuais femininos. O embrião obtido a partir da fecundação do óvulo de uma mulher é transferido para o útero de sua parceria.

Estão mantidos os prazos para a idade máxima de doador na reprodução assistida: 35 anos para mulheres e 50 anos para homens. A idade máxima para mulheres receberem embriões é de 50 anos, mas o texto também deixa mais clara a possibilidade de exceções, como, por exemplo, no caso de a mulher reunir todas as condições de levar a gravidez adiante.

Estão cadastradas na Agência Nacional de Vigilância Sanitária 141 serviços especializados em reprodução assistida. Em 2016, foram descartados pelos centros 55.381 embriões. São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul são os Estados mais atuantes nessa área, com mais casos de transferência de embriões para o útero de pacientes ou voluntárias.

Arquivado em:BRASIL

quarta-feira

1

novembro 2017

0

Comentários

6 hábitos tão prejudiciais à saúde quanto fumar

Escrito por , Postado emAlimentação, Gravidez, Notícias

Um em cada quatro homens e uma a cada 20 mulheres sofrem com o vício em cigarro – segundo dados de 2015, o total de pessoas que fumam diariamente está na casa de 1 bilhão.

Essa alta adesão ajuda a escancarar a letalidade do cigarro: estima-se que o hábito seja responsável por uma em cada dez mortes no mundo, tirando 7 milhões de vidas anualmente. No Brasil, país que tem 18 milhões de fumantes, o fumo faz 156 mil vítimas todos os anos.

Dizer que fumar faz mal à saúde é chover no molhado. Além dos números falarem por si, todo mundo tem um familiar ou conhecido que já sofreu com os problemas decorrentes do vício.

Na literatura científica, porém, outros hábitos nada saudáveis já foram apontados como tão nocivos quanto o cigarro. O site Business Insider reuniu alguns bons exemplos. Vamos a eles.

Vida eremita

Tom Jobim já havia cantado a bola de que é impossível ser feliz sozinho. Não é só licença poética: pesquisadores norte-americanos avaliaram dados sobre estilo de vida e saúde de mais de 3 milhões de pessoas, e os resultados mostraram que viver isolado do mundo aumenta em até 32% o risco de morrer prematuramente. 

Você, leitor fiel da SUPER, talvez lembre que optar pela reclusão pode ser realmente perigoso – tão ruim quanto fumar 15 cigarros por dia.

Sedentarismo

Trabalhar sentado dá mais barriga que você imagina. Mas os problemas não param por aí. Além de comprar calças mais largas, quem passa o dia todo na cadeira, sem nem se levantar regularmente para pegar um copo d’água, pode ter saúde digna de fumante.

Cada duas horas a mais sentado aumentam os risco de desenvolver tipos variados de câncer, como o do endométrio e do pulmão – esse último, triste conhecido de quem acumula anos com o maço no bolso.

Comer mal

Para mulheres grávidas, comer junk food no período de gestação pode fazer tão mal ao bebê quanto o uso do cigarro.

E não precisa nem ser mãe para ser impactado por dietas gordurosas ou açucaradas demais: uma pesquisa de 2016 mostrou que abusar do combo hambúrguer + batatinha frita oferece mais riscos a saúde que fatores de risco como álcool, drogas, sexo sem proteção e tabaco combinados (!).

Dormir pouco (ou muito)

A relação foi apontada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) em 2015: dormir mal aumenta o risco de doenças cardiovasculares em um ritmo que só o vício em cigarro é capaz de fazer. Mas um estudo da Universidade de Sydney, na Austrália, foi ainda além.

Seus resultados mostraram que ficar na cama tempo demais também pode pesar na saúde: os fãs de edredom dobram suas chances de desenvolver problemas diabetes tipo 2, doenças cardíacas e obesidade – problemas que vira e mexe, costumam figurar ao lado do cigarro.

Da cor do verão

Sabe aquele bronzeado bonito, estilo Donald Trump? Persegui-lo a todo custo pode ter um preço letal. Sessões de bronzeamento também são verdadeiros vilões da saúde, e, segundo um estudo de 2014, são responsáveis por mais casos de câncer de pele do que o número de cânceres de pulmão causados pelo cigarro.

Só um cigarrinho?

Uma campanha de 2013 produzida pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer) sebaseou em dados da OMS para cravar: uma sessão de narguilé equivaleria a uma exposição a materiais tóxicos de 100 cigarros.

O problemático uso recreativo do cigarro apareceu também em outro estudo, feito neste ano na Universidade do Estado de Ohio, nos EUA.

Fumar aos fins de semana, por exemplo, se mostrou tão nocivo à saúde quanto a dependência diária. Ou seja: aquela história de fumar “apenas socialmente”, pelo menos para seu corpo, não cola.

Este conteúdo foi publicado originalmente no site da Superinteressante.

Arquivado em:CIÊNCIA

terça-feira

31

outubro 2017

0

Comentários

Exposição a ar poluído na gravidez muda estrutura da placenta

Escrito por , Postado emGravidez, Notícias

A exposição de gestantes à poluição do ar durante a gravidez influencia o desenvolvimento do feto. A criança pode apresentar baixo peso ao nascer, além de ter aumentada a possibilidade de apresentar determinadas doenças na vida adulta, de acordo com estudos realizados no Brasil e no exterior. Os mecanismos moleculares por trás desses impactos da poluição na gestação, contudo, ainda não estavam completamente elucidados.

Um grupo de pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) constatou agora que a exposição a poluentes atmosféricos, antes ou durante a gravidez, altera algumas características da placenta, além de causar distúrbios em um sistema hormonal relacionado ao fluxo sanguíneo uteroplacentário e diminuir os níveis de fatores envolvidos no processo de formação placentária.

Os resultados do estudo, realizado no âmbito de um Projeto Temático e do doutorado de Sônia de Fátima Soto, feito com Bolsa da FAPESP, foram publicados na revista PLOS ONE.

“Observamos que a exposição a poluentes antes e/ou durante a gravidez desencadeia alguns fenômenos inflamatórios ao longo do desenvolvimento da placenta que comprometem seu crescimento. Isso possivelmente interfere na transferência de nutrientes e de oxigênio da mãe para o feto”, disse Joel Claudio Heimann, professor da FMUSP e orientador de Soto, à Agência FAPESP.

Os pesquisadores realizaram um experimento em que expuseram ratas Wistar – linhagem albina da espécie Rattus norvegicus –, antes de acasalarem e ficarem prenhes, tanto ao ar filtrado como ao ar poluído com concentração de material particulado fino (menor que 2,5 micrômetros) de 600 microgramas (μg) por metro cúbico (m3), utilizando para isso um equipamento chamado concentrador de partículas finas ambientais de Harvard (CPFAH). O tamanho de partícula foi determinado com base nas exposições ambientais reais na Região Metropolitana de São Paulo.

Os animais foram divididos em quatro grupos. O primeiro foi exposto ao ar filtrado antes e durante a gravidez, o segundo foi colocado em contato com ar filtrado antes da gravidez e com ar poluído durante a gravidez, um terceiro grupo foi submetido ao ar poluído antes da gravidez e ao ar filtrado durante a gravidez, e o quarto, ao ar poluído antes e durante a gravidez.

Para simular as condições reais de exposição de mulheres à poluição do ar antes e durante a gravidez em cidades como São Paulo, antes da gravidez os animais foram colocados em contato com ar poluído durante uma hora cinco vezes por semana por três semanas seguidas. A partir do sexto dia de prenhez, o número de exposições foi de sete vezes por semana.

As placentas dos animais foram coletadas no 19º dia de gravidez, dissecadas e pesadas de modo a avaliar os efeitos dos poluentes em sua estrutura e no sistema hormonal renina-angiotensina (RAS) uteroplacentário.

Os resultados das análises indicaram que a exposição ao ar poluído antes e/ou durante a gravidez diminuiu a massa, o tamanho e a área superficial da placenta e causou alterações no sistema RAS.

Estudos anteriores apontaram que distúrbios nesse sistema podem levar a uma redução do fluxo sanguíneo uteroplacentário. Além disso, a angiotensina II (AngII) – um peptídeo que faz parte desse sistema – é um potente regulador da migração e invasão de trofoblasto – camada de células epiteliais que forma a parede externa da blástula dos mamíferos (blastocisto) e atua na implantação e nutrição do embrião – no início da gravidez.

A invasão da vasculatura materna pelo trofoblasto é um pré-requisito para o estabelecimento de uma placenta normal e a continuação da gravidez, explicaram os pesquisadores.

“Constatamos que a exposição das ratas prenhes à poluição antes e/ou durante a gravidez causou alterações no sistema renina-angiotensina dos animais. Mas são necessários novos estudos para elucidarmos mecanismos moleculares adicionais”, disse Heimann.

Interferência

Os pesquisadores também avaliaram os efeitos da exposição ao ar poluído em fatores que influenciam o processo de formação da placenta, como o fator de crescimento de transformação beta 1 (TGFβ1) e o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF-A).

Diversos estudos sugeriram que o TGFβ1 tem um papel na invasão da mucosa que recobre a face interna do útero (endométrio). E, nos mamíferos, o TGFβ1 pode regular uma variedade de funções celulares, incluindo proliferação, diferenciação, morte programada (apoptose) e invasão de células placentárias.

O VEGF-A também desempenha um papel na formação da placenta ao modular a angiogênese, ligando-se a seus dois receptores: tirosina quinase 1 relacionada a fms (Flk-1) e tirosina quinase 1 hepática fetal (Flt-1). As análises moleculares indicaram que a exposição ao ar poluído diminuiu o conteúdo de TGFβ1 e Flk-1 na placenta dos animais.

A porção materna da placenta das ratas expostas a ar poluído antes da gravidez e a ar filtrado durante a gravidez, comparada com a daquelas colocadas em contato com ar poluído antes e durante a gravidez, apresentou diminuição nos níveis de angiotensina II (AngII) e seus receptores AT1 (AT1R) e AT2 (AT2R).

Na porção fetal da placenta das ratas expostas a ar filtrado antes da gravidez e a ar poluído durante a gravidez, a ar poluído antes da gravidez e a ar filtrado durante a gravidez e a ar poluído antes e durante a gravidez, os níveis de AngII também diminuíram. Contudo, a AT1R aumentou no grupo de animais expostos a ar filtrado antes da gravidez e a ar poluído durante a gravidez.

A expressão do gene VEGF-A foi menor no grupo de ratas expostas a ar poluído antes e durante a gravidez em comparação com os animais colocados em contato com ar filtrado antes e durante a gravidez.

Essas alterações indicam um possível comprometimento da invasão de trofoblasto e na angiogênese (formação de novos vasos sanguíneos) da placenta, explicou Heimann.

“Isso pode ter consequências para a interação entre mãe e feto, como também limitar a nutrição e o crescimento fetal”, afirmou.

O artigo Exposure to fine particulate matter in the air alters placental structure and the renin-angiotensin system (doi: 10.1371/journal.pone.0183314), de Sônia de Fátima Soto, Juliana Oliveira de Melo, Guilherme D’Aprile Marchesi, Karen Lucasechi Lopes, Mariana Matera Veras, Ivone Braga de Oliveira, Regiane Machado de Souza, Isac de Castro, Luzia Naôko Shinohara Furukawa, Paulo Hilário Nascimento Saldiva e Joel C. Heimann, pode ser lido aqui.

Arquivado em:CIÊNCIA

terça-feira

31

outubro 2017

0

Comentários

Mulher faz barriga de aluguel e descobre que um dos gêmeos é seu

Escrito por , Postado emBebês, Gravidez, Notícias

O casal pagou US$ 35 mil (cerca de R$ 110 mil) para Jessica ter um bebê fruto de um embrião do homem chinês. Depois de alguns meses já grávida, ela descobriu que seriam gêmeos idênticos, mas achou que estava tudo normal, que os dois bebês seriam dos chineses.

No contrato, Jessica pedia uma hora com os bebês antes de eles serem levados da maternidade. Os bebês eram meninos e nasceram no dia 12 de dezembro, saudáveis. Entretanto, o casal não cumpriu a determinação e foi embora com os bebês. Dias depois, os chineses enviaram uma foto para Jessica porque um dos bebês era muito diferente do outro.

“Eles não são iguais, né? Você imagina por que eles são tão diferentes?”, disse a mulher chinesa via mensagem. “Uau! Eles são diferentes”, respondeu Jessica. Por isso, os bebês foram submetidos a testes de DNA e, alguns dias depois, veio a resposta: um dos bebês, Mike, era filho dos chineses. Já o outro, Max, tinha os genes de Jessica.

O segundo bebê foi consequência de uma superfetação, que é quando um segundo óvulo é fecundado mesmo após a mulher já estar grávida. A superfetação é um acontecimento extremamente raro.

Depois disso, Jessica recebeu uma ligação da Omega, agência que intermediou a contratação da barriga de aluguel, relatando que Max foi deixado lá, porque o casal chinês não queria ficar com o bebê e ainda queria uma compensação financeira de US$ 18 mil (R$ 59 mil) a US$ 22 mil (R$ 72 mil). Então Jessica e seu marido, Wardell, disseram que queriam “adotar” o filho deles.

Entretanto, eles ainda teriam de pagar a dívida, e o problema é que Jessica já havia gastado a maior parte do dinheiro recebido na hora da contratação. Além disso, a omega queria uma taxa de US$ 7 mil (R$ 22 mil) por causa das burocracias. “Era como se Max fosse uma commodity e nós estivéssemos pagando para adotar nosso próprio filho”, falou Jessica.

Em 5 de fevereiro, Jessica e Wardell finalmente pegaram seu filho e o chamaram de Malachi. “O momento foi incrivelmente emocionante e eu comecei a beijar e abraçar meu menino”, falou.

Ela e o marido contrataram um advogado e iniciaram uma batalha judicial contra a Omega e contra o casal. O processo ainda está em curso, porém Jessica já conseguiu suspender a taxa que pagaria à Omega. “Já faz nove meses que estamos com Malachi e ele está muito bem, ele é tão lindo! Ele está saudável e sua personalidade é hilária. Ele ama seus irmãos e está aprendendo a andar e começando a falar”, contou Jessica.

Arquivado em:CIÊNCIA

domingo

29

outubro 2017

0

Comentários

Em qual estado os jovens vivem melhor no Brasil

Escrito por , Postado emGravidez, Notícias

São Paulo – Levantamento da consultoria Macroplan revela que o Distrito Federal é o local em que os jovens brasileiros encontram as melhores condições para viver bem.

O Índice dos Desafios da Gestão Estadual (IDGE), divulgado em primeira mão por EXAME.com, avaliou a situação da juventude em todos os estados brasileiros sob três indicadores diferentes: quantidade de jovens com ensino superior completo, gravidez precoce e proporção de jovens que não estudam, não trabalham e não procuram emprego.

O ranking, que considerou dados de 2015, vai de 0 a 1 – quanto mais próximo de zero, pior é a condição.

Outros cinco estados – Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Rio de Janeiro – também apresentaram resultados positivos, com IDGE superior a 0,675.

Com 0,933 pontos, o Distrito Federal conquistou a primeira colocação por apresentar desempenho exemplar nos indicadores analisados. Por lá, a proporção de gravidez na adolescência, por exemplo, é de 5,9% – a mais baixa do país.

Quando o assunto é educação, o estado também registra o melhor resultado entre as unidades federativas: 30,9% dos jovens de 24 a 25 anos têm ensino superior completo – mais do que o dobro da média nacional de 15,2%.

Na contramão desses bons indicadores está Alagoas: o estado somou apenas 0,184 pontos no índice e ficou na última posição do ranking.

Veja a lista dos estados onde os jovens vivem melhor no Brasil:

Ranking Estado IDGE
DF 0,933
SC 0,805
SP 0,757
RS 0,699
PR 0,696
RJ 0,675
MG 0,664
GO 0,661
ES 0,612
10º MS 0,562
11º SE 0,542
12º RR 0,528
13º PI 0,503
14º MT 0,497
15º TO 0,479
16º RN 0,478
17º PE 0,47
18º PB 0,459
19º RO 0,458
20º AC 0,413
21º BA 0,402
22º CE 0,398
23º PA 0,375
24º AM 0,349
25º AP 0,345
26º MA 0,301
27º AL 0,184

 

Arquivado em:BRASIL

domingo

22

outubro 2017

0

Comentários

ONU alerta para alto número de gestantes adolescentes no Brasil

Escrito por , Postado emGravidez, Notícias

Monique Andressa Ferreira, 32 anos, teve a primeira filha na adolescência, quando cursava o segundo ano do ensino médio. Moradora de Presidente Prudente (SP), pouco depois de ter Isabela foi aprovada para o curso de fisioterapia em Cascavel (PR), em tempo integral. Para não interromper os estudos, contou com o apoio dos pais, que assumiram a maior parte dos cuidados com a filha enquanto ela se graduava.

“Na época, não tinha noção de nada. A sorte é que tive apoio dos meus pais, que não permitiram que me casasse e me estimularam a continuar os estudos”, afirmou Monique. A ajuda também veio do então namorado e de sua família. “Foram dua famílias que se uniram para poder ajudar nessa situação. Éramos muito novos, eu com 16 e ele com 17”, lembra sorrindo. Formada, Monique voltou para a cidade natal e, pouco tempo depois, foi aprovada em um concurso público. Hoje, ela mora com a família em Primavera do Leste (MT).

O casamento com o pai de Isabela ocorreu há oito anos. Apenas há dois eles decidiram ter o segundo filho, Natan Henrique. “Na primeira gravidez não tinha o amadurecimento, a maturidade que tenho hoje. Por isso, esperei tanto tempo para ter outro filho. Precisei estar preparada”, disse.

Relatório

A história de Monique e Isabela não é incomum. No Brasil, um em cada cinco bebês nasce de mães adolescentes, segundo relatório das Nações Unidas Mundos Distantes: Saúde e direitos reprodutivos em uma era de desigualdade, lançado esta semana. Isso significa que ocorrem 65 gestações para cada mil meninas de 15 a 19 anos. Referentes ao período de 2006 a 2015, os dados tornam o Brasil o sétimo da América do Sul no quesito taxa de gravidez adolescente. Países desenvolvidos como França e Alemanha registram entre seis e oito casos do tipo, a cada grupo de mil meninas.

Apesar do percentual ainda ser alto, o Ministério da Saúde informa que a gravidez na adolescência teve uma queda de 35% no Brasil. A redução foi de 750.537 nascidos vivos de mães entre 10 e 19 anos, em 2004, para 489.975, em 2015. Segundo o ministério, a diminuição está relacionada a vários fatores, entre os quais a expansão do programa Saúde da Família e o programa Saúde na Escola, que oferece informação de educação em saúde. Apesar dos esforços, 66% das gravidezes em adolescentes são indesejadas.

Creches

O estudo elaborado pelo Fundo de Populações das Nações Unidas (Unfpa) indica que de cada cinco adolescentes brasileiras que engravidaram três não trabalham nem estudam, sete em cada dez são afrodescendentes e aproximadamente a metade mora na região Nordeste. Diante desse quadro, a ONU relaciona a ocorrência às desigualdades, que geram dificuldades no acesso à saúde, o que envolve a garantia dos direitos sexuais e reprodutivos e a capacidade de planejamento familiar, algo que, conforme o relatório, acaba sendo viável apenas para as camadas mais privilegiadas.

A falta de políticas que garantam creches limita as mulheres na busca por empregos. Problemas também atingem aquelas que estão no mercado de trabalho, pois muitas vezes são levadas a escolher entre avançar na carreira e se tornar mães. Isso ocorre já após a gravidez, dados os limites das licenças-maternidade e paternidade. Além dos desafios enfrentados por cada família, os impactos estendem-se à sociedade em geral.

As Nações Unidas destacam que a demanda não atendida por serviços de saúde pode enfraquecer as economias, já que as mulheres, sobretudo as mais pobres, perdem possibilidades de desenvolver habilidades, alcançar poder econômico e comprometer a meta de eliminar a pobreza no mundo.

Por isso, o estudo recomenda que os governos priorizem pessoas em situação de maior vulnerabilidade, especialmente as jovens mulheres pobres, desenvolvendo políticas de combate à desigualdade de gênero e à garantia de direitos, como o direito à saúde.

Planejamento

“A desigualdade de gênero e a disparidade no gozo da saúde e dos direitos sexuais e reprodutivos são dois aspectos fundamentais que não recebem suficiente atenção, especialmente o último.” O relatório, que trata de outros aspectos relacionados à questão, como taxa de mortalidade, revela que é preciso ampliar a disponibilidade e a acessibilidade da informação e dos serviços para se obter melhores resultados no âmbito da saúde reprodutiva. “Mas isso é apenas parte da solução. A menos que comecemos a abordar desigualdades estruturais e multidimensionais dentro das sociedades, nunca alcançaremos o mais alto nível de saúde sexual e reprodutiva para todos”, alerta o ministério.

No caso do Brasil, o Ministério da Saúde afirma que investe em políticas de educação em saúde e em ações para o planejamento reprodutivo. A principal ação de prevenção da gravidezes não desejadas é a oferta de oito métodos contraceptivos em postos do Sistema Único de Saúde (SUS).

As modalidades são injetável mensal, injetável trimestral, minipílula, pílula combinada, diafragma, pílula anticoncepcional de emergência (ou pílula do dia seguinte), camisinha (feminina e masculina) e Dispositivo Intrauterino (DIU). Este ano, o órgão ampliou o acesso ao DIU, método que, por durar 10 anos de forma contínua, não precisa ser acionado antes do ato sexual. Ele não previne, contudo, as doenças sexualmente transmissíveis. Nas unidades de saúde, também é possível obter orientações sobre planejamento familiar.

 

Arquivado em:BRASIL

quinta-feira

12

outubro 2017

0

Comentários

Grávida e médico dançam “Paradinha” antes do parto

Escrito por , Postado emGravidez, Notícias

O parto pode ser bastante tenso e dolorido, mas o obstetra Fernando Guedes da Cunha, de Vila Velha (ES) faz de tudo para tornar esse momento o mais tranquilo possível.

Na última segunda-feira, 9, o médico publicou um vídeo ao lado da paciente Camila Rocha dançando Paradinha, de Anitta.

“Você chega para trabalhar e sua paciente entra em trabalho de parto. Ela pede a música, inventamos a coreografia na hora, de forma que o exercício ajude no parto, e o resultado: parto normal lindo em banqueta de parto humanizado. Parabéns, Camila! Detalhe: ela percebeu que iria nascer e nasceu!”, escreveu o médico no Facebook.

O vídeo já conta com mais de 23 mil visualizações e 1,8 mil curtidas. Essa, porém, não é a primeira vez que o obstetra usa a dança para ajudar no parto.

Em maio, ele dançou Despacito, de Luis Fonsi, Daddy Yankee e Justin Bieber, como forma de exercício pré-parto para uma paciente grávida.

Arquivado em:ESTILO DE VIDA

terça-feira

3

outubro 2017

0

Comentários

Gestantes devem passar por mais de um teste para presença do Zika

Escrito por , Postado emGravidez, Notícias

Testes moleculares para detecção do vírus Zika – que permitem identificar o material genético do patógeno em fluidos como sangue, urina, sêmen e saliva durante a fase aguda da infecção – têm sido usados rotineiramente no pré-natal de gestantes com sintomas da doença.

Apesar disso, um novo estudo sugere que o resultado negativo obtido em um único exame pode não ser suficiente para tranquilizar familiares e médicos. Feito no Brasil, o trabalho será publicado em novembro na revista Emerging Infectious Diseases.

“Acompanhamos um grupo de gestantes com diagnóstico confirmado de Zika e testamos sua urina ao longo de vários meses – com intervalos de aproximadamente uma semana. Em algumas dessas mulheres, a carga viral na urina sumia e depois voltava a aparecer”, disse Maurício Lacerda Nogueira, professor da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) e coordenador da pesquisa apoiada pela FAPESP.

O trabalho incluiu 13 mulheres em diferentes estágios da gestação (de 4 a 38 semanas), atendidas no Hospital da Criança e Maternidade (HCM) de São José do Rio Preto, interior de São Paulo.

Segundo Nogueira, em uma das voluntárias foi possível detectar o vírus na urina por até sete meses. Em cinco mulheres, o resultado voltou a dar positivo para a presença do vírus mesmo após a carga ter zerado em exames anteriores. Em todos os casos, o patógeno desapareceu do organismo logo após o parto.

“Esses dados sugerem que, durante a gravidez, o vírus continua se replicando na criança ou na placenta – que servem de reservatório para o patógeno. Porém, a carga viral nos fluidos maternos é intermitente e muito baixa, quase no limiar da detecção”, disse Nogueira.

De acordo com o pesquisador, nos casos em que o resultado do teste molecular dá negativo, o ideal seria repetir o exame pelo menos mais duas vezes, com intervalos não inferiores a uma semana.

“Costumamos fazer esse tipo de exame com amostras de urina por ser mais fácil de obter e também porque no sangue a carga viral é ainda mais baixa e desaparece mais rapidamente”, disse.

Três das mulheres acompanhadas no estudo tiveram bebês com complicações provavelmente causadas pelo Zika – dois apresentaram alterações nos testes de audição e um nasceu com um cisto no cérebro.

Não foi possível estabelecer uma correlação entre o número de vezes que o vírus foi detectado na mãe e a ocorrência de desfechos adversos. “Para isso serão necessários novos estudos com um número maior de participantes”, disse Nogueira.

Teste polivalente

Um novo teste rápido que permite identificar em amostras de sangue tanto o vírus Zika como os quatro sorotipos do vírus da dengue durante a fase aguda da infecção foi descrito por um grupo internacional em artigo publicado recentemente na revista Science Translational Medicine, com coautoria de Nogueira.

Segundo os autores, o método tem baixo custo e não oferece risco de reação cruzada como outros testes. Composto por uma fita com anticorpos que muda de cor na presença de uma proteína viral conhecida como NS1, o teste imunocromatográfico foi desenvolvido no Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos.

A validação do método contou com a colaboração de instituições de pesquisa de diversos países, entre elas a Famerp. “Testamos em amostras de sangue de pacientes com diagnóstico confirmado tanto de dengue como de Zika atendidos no Hospital de Base de São José do Rio Preto”, disse Nogueira.

O trabalho foi conduzido no âmbito dos projetos “Estudo epidemiológico da dengue (sorotipos 1 a 4) em coorte prospectiva de São José do Rio Preto, São Paulo, Brasil, durante 2014 a 2018” e “Estudo clínico epidemiológico em coorte prospectiva de gestantes infectadas pelo vírus Zika em São José do Rio Preto”, apoiados pela FAPESP.

Também colaboraram cientistas da Universidade Federal de Minas Gerais, da Universidade Federal de Sergipe, da Fiocruz e do Instituto Evandro Chagas.

Este conteúdo foi originalmente publicado no site da Agência Fapesp.

Arquivado em:CIÊNCIA

sábado

23

setembro 2017

0

Comentários

Testes indicam que vacina contra zika previne doença na gestação

Escrito por , Postado emGravidez, Notícias

A vacina contra zika desenvolvida pelo Instituto Evandro Chagas (IEC) apresentou resultado positivo nos testes em camundongos e macacos. A aplicação de uma única dose da vacina preveniu a transmissão da doença nos animais e, durante a gestação, o contágio dos filhotes.

“É um dos mais avançados estudos para a oferta de uma futura vacina contra a doença para proteger mulheres e crianças da microcefalia e outras alterações neurológicas causadas pelo vírus”, informou o Ministério da Saúde.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (22) pela revista Nature Communications, segundo a pasta.

Os testes pré-clínicos foram realizados simultaneamente no Instituto Nacional de Saúde (NIH), Universidade do Texas e Universidade Washington, dos Estados Unidos, todos parceiros da pesquisa.

Os testes obtiveram sucesso em seu objetivo, que é impedir que o vírus zika cause microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central tanto nos camundongos quanto nos macacos. Já os testes em humanos devem ser realizados, a partir de 2019, na Fiocruz/Biomanginhos, no Rio de Janeiro.

Do grupo controle que não tomou a vacina, as fêmeas de camundongos tiveram aborto por conta da transmissão do vírus zika ou seus filhotes nasceram com microcefalia e outras alterações neurológicas.

Esterilidade em machos

Além dos testes em fêmeas, foram feitos testes em camundongos machos. Um dos achados científicos inéditos é que o vírus Zika pode ser capaz de causar esterilidade.

A infecção nos animais reduziu consideravelmente a quantidade de espermatozoides, a mobilidade deles (ficaram praticamente imóveis) e o tamanho dos testículos (atrofia). Esses testes não foram realizados nos macacos.

No entanto, segundo o ministério, não é possível afirmar que o efeito também se aplique aos seres humanos e são necessários mais estudos para entender a dimensão deste problema. Os testes da vacina, entretanto, também tiveram sucesso na proteção dos camundongos machos.

A pesquisa ainda não chegou a testar a capacidade dos animais de engravidarem fêmeas após os danos constatados nos testículos, por isso, ainda não é possível apontar o impacto de esterilização nesses animais.

“O que se sabe é que há uma grande quantidade de vírus na excreção do esperma, que significa que o vírus tem bastante capacidade de se replicar, causando a destruição das células que resulta em diminuição dos testículos e, consequentemente, a esterilidade”, disse o diretor do IEC, Pedro Vasconcelos, em nota.

A parceria entre o IEC e os institutos norte-americanos para a pesquisa foi firmada em fevereiro de 2016, a partir de acordo internacional para o desenvolvimento de vacina contra o vírus Zika.

O Ministério da Saúde vai destinar um total de R$ 7 milhões até 2021 para o desenvolvimento e produção da vacina. O imunobiológico em desenvolvimento utiliza a tecnologia de vírus vivo atenuado de apenas uma dose, capaz de estimular o sistema imunológico e proteger o organismo da infecção.

Arquivado em:CIÊNCIA